"VINDE A MIM TODOS OS QUE ESTAIS CANSADOS E OPRIMIDOS E EU VOS ALIVIAREI" Mateus 11:28
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
"Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo" Mensagem do Papa Francisco para o 50° Dia Mundial das Comunicações Sociais Sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a reflectir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.
Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das acções da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.
A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e acções hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.
Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I).
É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direcção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (…) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).
Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.
Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objectivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.
Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.
Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cómodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.
Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.
A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.
Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.
FRANCISCUS
Paróquia de Nossa Senhora da Graça promove Conferência Internacional "A conquista da Paz, uma perspective Cristã"
A Paroquia de Nossa Senhora da Graça, Praia, no quadro da celebração dos 460 anos da sua criação e da mensagem do Papa Francisco por ocasião do 49º Dia Mundial da Paz (1/1/2016), sob o lema “Vence a indiferença, conquista a Paz”, realizou uma conferência Internacional sobre a Paz, nos dias 11 e 12 de Janeiro de 2016, no Salão Paroquial de Nossa Senhora da Graça.
Além de reflectir a mensagem do Papa para o dia Mundial da Paz, a organização quis contribuir para uma reflexão sobre a Paz e para a construção da Paz no nosso país, considerando também o período eleitoral que se aproxima em que, habitualmente, se verifica uma certa exaltação de ânimos entre os intervenientes, e a violência urbana que afronta os principais centros urbanos do nosso país.
Foram conferencistas no primeiro dia o José Maria Rebelo que fez uma leitura sintética e crítica do que se tem dito/feito em prol da Paz e da Segurança (desde a visita do Papa João Paulo II a Cabo Verde), e o Bernardino Gonçalves, o Dino, da comunidade de Sant’Égidio que apresentou perspectivas e questionamentos na conquista da Paz.
No segundo dia os oradores foram o Adilson Semedo, sociólogo, que falou das Perspectivas e propostas sociológicas e/ou religiosas da Paz, a Indira Pinto Monteiro, da Comunidade Santo Egídio em Itália que falou da prevenção das conflitualidades e o bispo Dom Arlindo Gomes Furtado que comentou a mensagem do Papa Francisco para o 49º Dia Mundial da Paz.
De referir que nos dois dias muita gente se deslocou ao Salão Paroquial para ouvir falar sobre a Paz, sinal de interesse e preocupação dos cristãos e não só.
De referir que nos dois dias muita gente se deslocou ao Salão Paroquial para ouvir falar sobre a Paz, sinal de interesse e preocupação dos cristãos e não só.
Houve momentos de diálogo e debate sobre os temas, tendo alguns participantes feito as suas sugestões e seus questionamentos sobre a aspetos relacionados com a Paz.
ANO DA MISERICÓRDIA - DIOCESE PROMOVE SEMANA DA RECONCILIAÇÃO
Será durante toda a Quaresma, se fará os possíveis para que os padres da vigararia estejam presentes, nas paróquias, para o sacramento da reconciliação, permitindo aos fiéis uma maior possibilidade de escolha de um ministro ordenado para se reconciliarem.
A primeira paróquia e receber os padres da vigariaria é a de Nossa Senhora da Luz, na Ilha do Maio, no dia 9 de Março.
As Paróquias de S. Nicolau Tolentino e Nossa Senhora da Luz – Santiago receberão os padres, no dia 11 de Março.
Para as paróquias da cidade da Praia, estabeleceu-se 3 grandes centros onde estarão presentes todos os padres, para a confissão, Às 9h e às 15h: Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no dia 15 de Março;
- Capela de S. José, Tira Chapéu, no dia 16 de Março;
- Igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça, no dia 17 de Março.
No dia 18, os padres estarão presentes nas paróquias do Santíssimo Nome de Jesus e de São João Baptista.
"Quem estiver mal com alguém, que faça as pazes, independentemente de quem tenha razão ou não", Propostaa de Dom Arlindo para o Ano da Misericórdia
«No passado dia 13 de Dezembro, por ocasião da abertura da Porta Santa na Pro-catedral, fiz um ardente apelo ao povo de Deus nesta Diocese, no sentido de não deixar passar em vão o Ano da Misericórdia, como torrente de graças que Deus nos quer comunicar.» (Arlindo G. Furtado)
1. PERDOAR E FAZER AS PAZES: Quem estiver mal com alguém, que faça as pazes, independentemente de quem tenha razão ou não. «Vamos ser misericordiosos como Deus Pai é misericordioso para connosco», .. Quem perdoa sente-se livre e leve como um pássaro que voa…
2. CELEBRAR O MATRIMÓNIO: Peço aos casais que se amam e que já vivem estavelmente com os filhos há algum tempo e não tenham «impedimento para o sacramento», que se disponham a contrair o santo sacramento do matrimónio, recebendo assim uma graça especial para si e para a sua família. Atenção: «Ninguém está obrigado a casar», diz a nota de Dom Arlindo, que entretanto pergunta: «porque não regularizar a situação conjugal perante Deus e a Igreja mediante o sacramento?
3. PROMOVER A FIDELIDADE DOS CASAIS: Os homens casados que viveram ou vivem uma relação extra conjugal, e até tenham filhos, que se abram com a esposa sobre o assunto …e a partir de agora, assumam na íntegra os seus compromissos matrimoniais. As mulheres façam o mesmo, se estiverem na mesma situação.
4. DECIDIR PELA FIDELIDADE NO NAMORO: os Jovens que tenham várias namoradas (ou namorados) que pensem bem, mudem de vida e decidam por um estilo de vida na fidelidade estável durante o namoro. Serão assim fiéis no futuro.
5. DEIXAR O ÁLCOOL: Quem faz abuso do álcool, que se comprometa em deixar esse vício (Se já se tornou uma doença, a pessoa deve buscar ajuda institucional; Que reconquiste a sua dignidade e a dignidade da sua família;
6. GANHAR UMA INDULGÊNCIA: Aproveite cada um para fazer uma confissão completa, bem feita, reze um Pai Nosso, Uma Ave Maria e um glória ao Pai, reze pelas intenções do Santo padre e da Santa mãe Igreja, pratique uma obra de misericórdia e visite uma Igreja Jubilar, a fim de ganhar a indulgência pelos seus pecados;
7. NÃO TER VERGONHA DE SE CONFESSAR: Se alguém tem algum pecado que o acompanha por muito tempo, porque sente vergonha de o confessar, não deixe passar este ano da Misericórdia sem confessar esse pecado. Pense assim: Deus tudo sabe. E o sacerdote, que é pecador e também se confessa, está preparado para entender e acolher o pecador e perdoar todo o pecado em nome de Deus. Cada um aproveite as «torrentes de graça», que este Ano Santo nos proporciona.
São nossos votos que em 2016 a proximidade com todos nos permita escutar as dores da multidão cansada e oprimida
Estimados irmãos
Estamos já em 2016. No dia 20 de Janeiro
far-se-á justamente 1 ano desde 20 de Janeiro de 2015, dia em que socializamos
o nosso plano pastoral para a juventude no seminário de São José. É, parece que
era ontem. Passou um ano e parece mesmo que o tempo voou!
Realmente, amigos, tivemos ao longo
deste ano muitos momentos de alegria que fortaleceram a nossa convicção de
estar no rumo certo, guiados e protegidos pelas palavras do nosso modelo jovem
– Jesus Cristo.
Fizemos muitas amizades; aprendemos
muito; foram muitas experiências humanas e espirituais fortes:
ü A festa da juventude
pelo nosso primeiro Cardeal em Fevereiro na praça do platô!
ü Como não recordar a
Semana Diocesana da Juventude em Santiago Maior, “Eu acredito na juventude com
Cristo 2015!?”
ü Como não ter gravado
no coração “ide vós também para a minha vinha Brava 2015”!? As ricas conversas com
o nosso Cardeal!?
ü Os dois encontros
alargados com SPJ?!
ü Não dá pra esquecer a
hospitalidade misericordiosa dos jovens e da comunidade maiense aquando
passagem do testemunho (Cruz e Bíblia) dos jovens de Santiago maior?
ü E todo o entusiasmo a
volta da nossa participação no JMJ Cracóvia 2016?!
ü Marcámos o ano da
misericórdia com “a misericórdia é uma festa.” E o festival diocesano da
canção?!
Agora, 2016 vai ser prenhe de experiências
em quais colocaremos nosso empenhamento humano e dedicaremos para ser melhor ou
iguais sempre para a glória do Pai. Senão vejamos:
·
Vivamos intensamente o ano da misericórdia com a certeza de aproveitarmos
desta “torrente da Graça” para podermos contribuir para acender em cada jovem a
chama do amor de Cristo; um ano especial para estendermos as nossas mãos aos
pobres, aos presos e nossos jovens irmãos que se viram nas teias do álcool e da
droga;
·
A semana diocesana da juventude 2016 na ilha do Maio que acolherá o jubileu
diocesano da juventude no dia 03 de Abril;
·
Rumo a Cracóvia acompanhemos os jovens que irão em representação da diocese
e os que ficarão façamos por viver igualmente este clima;
Tenhamos especial atenção aos jovens que
fruto do nosso testemunho e empenhamento quererão voltar a casa, acolhamos os
sem perguntas desnecessárias a exemplo do que aconteceu com o filho pródigo!
Temos um ano desafiante porque um ano de
eleições. Como ensina a mãe Igreja “temos o grave dever de participar” na mais
elevada forma de caridade – a politica -pois serve o bem comum. Contribuamos para
a promoção e fortalecimento de uma cultura de vida e paz!
São nossos votos que em 2016 a
proximidade com todos nos permita escutar as dores da multidão cansada e
oprimida. Assim uma palavra especial a todos que estamos envolvidos com a
pastoral da juventude que é levar os jovens a se encontrarem com Cristo
na Igreja, para se tornarem cristãos adultos no mundo.
Deixamos-vos com uma reflexão do Papa
Francisco: “Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que
anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói.
Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos
irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar
o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a
nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade.
Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de
indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o
egoísmo”.
Abraços juvenis e misericordiosos
P´la Equipa do SDJ
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
CARTA ABERTA DA JUVENTUDE CATOLICA "POR UM ANO DE MISERICÓRDIA PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA"
NOTA DE IMPRENSA
N.º 3/2015 15 DE DEZEMBRO DE 2015
CARTA ABERTA DA JUVENTUDE CATÓLICA
POR UM ANO DE MISERICÓRDIA PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM
ABUNDÂNCIA
A Igreja através do Papa
Francisco proclamou um Jubileu extraordinário: um Ano Santo da Misericórdia,
que se iniciou a 8 de dezembro de 2015 e terminará a 20 de novembro de 2016.
Será um tempo importante para toda a Igreja e para toda a sociedade.
Como justifica o Santo Padre na
sua mensagem “Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa,
a fixar o olhar na Misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do
agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da
Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte
e eficaz o testemunho dos crentes.”
A nossa sociedade clama por uma
autêntica e colectiva misericórdia em favor da vida humana e a dos jovens em
particular. Os últimos acontecimentos em várias partes da diocese e a nivel
nacional que ceifaram, brutalmente, a vida de vários jovens apenas confirmam
que actualmente, o país regista uma média de 10 mortos (assassinatos) por cada
100 mil habitantes, valor considerado pela Organização Mundial da Saúde como
sinal de um problema de violência endémica (autónomo e habitual). De janeiro a
Outubro de 2014, Cabo Verde tinha registado 51 homicídios. Estes dados sugerem
que deve haver uma tomada de medidas urgentes de erradicação dessa “cultura da
violência”, que devem ser generalizadas, com vista à protecção do direito à
vida.
Neste tempo oportuno do Ano da
Misericórdia o Secretariado Diocesano da Juventude – SDJ- reafirma a
necessidade de um efectivo respeito pela vida humana, aliás esta é uma
emanação, primeiramente, evangélica, porque intrínseca ao Deus-Criador, assim
como, bem jurídico maior com assento constitucional.
O SDJ exorta a todos, consoante
a sua responsabilidade nesta nossa sociedade, para uma intervenção activa e
activante a favor da vida promovendo uma Cultura da Paz e respeito pela
sacralidade da vida! A Cultura da Paz se faz nas pequenas acções do dia-a-dia:
na nossa forma de nos relacionarmos com os outros, na nossa atitude de lidar com
os conflitos e com os sentimentos: como a frustração, a vingança, a raiva,
etc.; na nossa capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e de sermos
tolerantes como o irmão, colega de trabalho, vizinho, etc. Cada um de nós pode
ser um construtor da Paz! Cada um de nós pode influenciar com a sua maneira de
agir, o grupo de pessoas que nos cercam a serem construtoras da Paz! E a
cultura da paz conduz nos a uma cultura de respeito pela vida.
Aproveitamos
para desejar a todos um Feliz Ano da Misericórdia no respeito pela vida humana,
com votos de Festas Felizes nesta quadra Natalícia, em que celebramos o Emanuel
Deus Connosco que nasceu para nossa Salvação.
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