
A mensagem começa da seguinte maneira:
A vida segue um ritmo e o
ano também! E a ONU escolheu 12 de agosto como dia internacional da Juventude.
Este ano a temática é "Espaços Seguros para Jovens" e entre outros,
apelando que “são necessários espaços seguros onde os jovens possam reunir, expressar
livremente e participar nos processos de tomada de decisão”.
Em Cabo Verde a sociedade é
fantasticamente jovem com a média de idade da população de 28,6 anos! Dados de
2016 indicavam que temos 99172 indivíduos, com idades compreendidas entre 15 a
24 anos. Quanta energia, quanta beleza, não!? Tanta responsabilidade também
para criar espaços seguros para eles. E dou comigo a pensar como temos educado
a nossa juventude para a vivência sexual.
Como temos ensinado a
juventude sobre a seriedade da vivência da sexualidade? Intriga-nos que um
ministério através de uma rádio pública apregoa “Si ka tem camisinha ka tem
amor”! Será mesmo? Quando questionaremos as implicações terríveis que a
mensagem “basta ma dja tem camisinha” tem na mente dos jovens?
Somos conscientes de que
estamos a despreparar estes jovens para o futuro, principalmente para a
construção de famílias saudáveis com a banalização do sexo? O espaço de tempo
que o verão oferece é amplamente sugado com propostas em que o prato principal
é a exploração da sensualidade deste ser humano que está a experimentar
profundas alterações no seu corpo no momento mormente o desabrochar físico e
psicológico. O nosso empreendedorismo vai até isto?
O exemplo mais chocante que
assistimos é o after party, finalista universitária com o desprezível convite “KUMI
BEBE LASKA” e “laska” leia-se sexo! Lastimavelmente começamos do fim, ou seja pensamos nos
nossos jovens (e adolescentes) na cama e como manobra de urgência listamos as
alternativas de contracepção. Porque afrontamos a este ponto o nosso tesouro
que é a Juventude?
E se as instituições
privadas e mesmo públicas assumirem uma educação integral da sexualidade desde
a valorização do meu próprio corpo, o respeitar dos sentimentos dos outros e a
fidelidade? E se a nossa igreja apostar com mais afinco na formação dos
adolescentes e jovens sobre a sã afectividade que coloca no devido lugar o
nosso corpo “Templo de Espírito Santo”?
Urge criarmos espaços
seguros para jovens sim. Vivencia sexual segura para os jovens que não rima com
“preservativo nu bai” mas sim consciência de que a sexualidade não se resume a
vivência animal do sexo, mas o acto mais profundo de comunicação entre duas
pessoas que têm consequência no maior tesouro da humanidade que é a família
saudável.
Feliz dia internacional da
juventude! Juntos por uma juventude sóbria também com a sua vivência sexual!
#SakutaJovem#
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