segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Testemunho: Evelyse Almeida testemunha como se tornou uma jovem apaixonada por Deus


A minha vida religiosa começou por volta de 4 a 5 anos de idade, que me lembre. Via os meninos indo para a Catequese e eu queria tanto ir, mas não tinha idade. De tanta vontade, um dia a catequista deixou-me assistir.

Era uma alegria e tanto, para mim, saber que também estou “lá”. Aos 7 anos, entrei no grupo coral “Amigos dos Pastorinhos”. Na altura, era coordenada pela irmã Conceição. Desde 2004 faço parte de um grupo Juvenil.

Anteriormente, como um jovem que nem sequer sabia o que é fazer parte de um grupo juvenil (fui para o grupo porque um dos requisitos para o Crisma na minha paróquia na altura, para além da catequese, era pertencer um grupo de jovens). Foi então que participei na Primeira Jornada Paroquial da Juventude em Chão de Tanque, uma das capelanias, pertencentes à minha paróquia, sob o tema “Queremos Ver Jesus”.

Todavia participei por participar, mas nunca mais parei. Me tornei apaixonada por Deus, pela Igreja e pela Juventude. Uma das causas que me motivou a levar a vida religiosa mais a sério foi em 2012 quando participei numa colónia de férias/formação que já não recordo bem o nome em Tarrafal de Santiago, promovido pela anterior equipa de SDJ, liderado pelo Pe.

Adérito e Pe. Isaías. Uma colónia que contou com quase 80 ou mais jovens oriundos de toda a diocese de Santiago. Só que nós da Paróquia de Santa Catarina, na altura, não tínhamos muita informação sobre o que acontecia na juventude a nível da diocese e não estávamos bem estruturados a nível de SPJ. Com tudo isso, fomos comunicados, num sábado, sobre a referida colónia, para fazermos inscrição e que iria começar na segunda. Na segunda-feira partimos para o Tarrafal.

Quando chegamos, estavam jovens representantes de quase todas as paróquias da diocese. Mas havia um pormenor: nós da paróquia de Santa Catarina não tínhamos sido inscritos na colónia. Na altura da distribuição dos Kits para a formação/colónia, ouvimos uma dura realidade dita por um dos responsáveis do SDJ, que tomou a palavra e nos disse: “paroquias que dura k faze inscrição ou k traze ses inscrição na mo hoje és é últimos que ta recebe tudo kusa és é resto pmd nu ka sta contaba kos”.

Ao ouvir isso deu-me um ferimento, um choque profundo, não queria acreditar que eram verdadeiras aquelas palavras, mas não contestei, pois, sabia que eram. Foi a partir daquele momento que tudo mudou, com as duras palavras, dos momentos únicos vividos com a juventude. O ponto alto foi no dia que fizemos a “Adoração do Santíssimo”. Era a minha primeira vez. Foi ali que senti aquela paixão me invadindo, ouvi uma voz me dizendo a sua missão é servir a juventude de maneira ativa.

No dia do regresso, disse àquele responsável, “goci nu sta bai trabadja juventude na nos paróquia pa k nunca mas nu ser resto”. Desde que regressei comecei a trabalhar ativamente na juventude (fiz parte do SPJ de Outubro de 2012 a Julho de 2015 e de Outubro de 2017 até a presente data), não consegui não estar na juventude e não falar de Deus e das suas maravilhas para nossa juventude amada.

Essa paixão por Deus sempre me leva a dizer “Tudo posso naquele que me fortalece “, Filipenses 4:13. Porque tudo o que desejo na minha vida sempre realiza não da forma que eu planejei, mas sinto que tem uma mão especial, a mão de Deus operando em mim maravilhas que me levam a dizer sempre esta frase: “AMOR K TA VENCE”.
Abraço Fraterno.

Testemunho: Evelyse Tatiana Almeida (NICHY)
SakutaJovem

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Como diz-nos São Paulo, temos as marcas deJesus em nós. Como não evangelizar? como não falar aos jovens de Jesus se a voz de Cristo nos arda aqui dentro e se somos selados na ronte com o selo do amor de Cristo desde o Batismo? Eis a missão que Jesus nos deixou: Viver dia-a-dia o Evangelo e levá-lo da vida para o pratica do dia a dia... Bem Haja

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