A
minha vida religiosa começou por volta de 4 a 5 anos de idade, que me lembre.
Via os meninos indo para a Catequese e eu queria tanto ir, mas não tinha idade.
De tanta vontade, um dia a catequista deixou-me assistir.

Anteriormente, como um jovem
que nem sequer sabia o que é fazer parte de um grupo juvenil (fui para o grupo
porque um dos requisitos para o Crisma na minha paróquia na altura, para além
da catequese, era pertencer um grupo de jovens). Foi então que participei na
Primeira Jornada Paroquial da Juventude em Chão de Tanque, uma das capelanias,
pertencentes à minha paróquia, sob o tema “Queremos Ver Jesus”.
Todavia participei por
participar, mas nunca mais parei. Me tornei apaixonada por Deus, pela Igreja e
pela Juventude. Uma das causas que me motivou a levar a vida religiosa mais a
sério foi em 2012 quando participei numa colónia de férias/formação que já não
recordo bem o nome em Tarrafal de Santiago, promovido pela anterior equipa de
SDJ, liderado pelo Pe.
Adérito e Pe. Isaías. Uma
colónia que contou com quase 80 ou mais jovens oriundos de toda a diocese de
Santiago. Só que nós da Paróquia de Santa Catarina, na altura, não tínhamos
muita informação sobre o que acontecia na juventude a nível da diocese e não
estávamos bem estruturados a nível de SPJ. Com tudo isso, fomos comunicados,
num sábado, sobre a referida colónia, para fazermos inscrição e que iria
começar na segunda. Na segunda-feira partimos para o Tarrafal.
Quando chegamos, estavam
jovens representantes de quase todas as paróquias da diocese. Mas havia um
pormenor: nós da paróquia de Santa Catarina não tínhamos sido inscritos na
colónia. Na altura da distribuição dos Kits para a formação/colónia, ouvimos
uma dura realidade dita por um dos responsáveis do SDJ, que tomou a palavra e
nos disse: “paroquias que dura k faze inscrição ou k traze ses inscrição na mo
hoje és é últimos que ta recebe tudo kusa és é resto pmd nu ka sta contaba
kos”.
Ao ouvir isso deu-me um
ferimento, um choque profundo, não queria acreditar que eram verdadeiras
aquelas palavras, mas não contestei, pois, sabia que eram. Foi a partir daquele
momento que tudo mudou, com as duras palavras, dos momentos únicos vividos com
a juventude. O ponto alto foi no dia que fizemos a “Adoração do Santíssimo”.
Era a minha primeira vez. Foi ali que senti aquela paixão me invadindo, ouvi
uma voz me dizendo a sua missão é servir a juventude de maneira ativa.
No dia do regresso, disse
àquele responsável, “goci nu sta bai trabadja juventude na nos paróquia pa k
nunca mas nu ser resto”. Desde que regressei comecei a trabalhar ativamente na
juventude (fiz parte do SPJ de Outubro de 2012 a Julho de 2015 e de Outubro de
2017 até a presente data), não consegui não estar na juventude e não falar de
Deus e das suas maravilhas para nossa juventude amada.
Essa paixão por Deus sempre
me leva a dizer “Tudo posso naquele que me fortalece “, Filipenses 4:13. Porque
tudo o que desejo na minha vida sempre realiza não da forma que eu planejei,
mas sinto que tem uma mão especial, a mão de Deus operando em mim maravilhas
que me levam a dizer sempre esta frase: “AMOR K TA VENCE”.
Abraço Fraterno.
Testemunho: Evelyse Tatiana
Almeida (NICHY)
SakutaJovem
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ResponderEliminarComo diz-nos São Paulo, temos as marcas deJesus em nós. Como não evangelizar? como não falar aos jovens de Jesus se a voz de Cristo nos arda aqui dentro e se somos selados na ronte com o selo do amor de Cristo desde o Batismo? Eis a missão que Jesus nos deixou: Viver dia-a-dia o Evangelo e levá-lo da vida para o pratica do dia a dia... Bem Haja
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