terça-feira, 23 de outubro de 2018

Inelson Costa fala sobre o papel da família cristã nos tempos modernos


Sou um jovem cristão que leva muito a sério a minha fé. As experiências da vida me fizeram amadurecer e abrir os meus horizontes na relação e na intimidade com Deus. Sou Jornalista e Professor de Educação Moral e Religiosa no Centro Educativo Miraflores. Tenho uma família, mulher e filha. A minha família é o meu maior motivo de alegria. Vivo por ela.

No contexto atual, a família carece de identidade própria. É preciso regressar aos tempos onde a prioridade das prioridades era o lar, a união familiar. Hoje, infelizmente com muita facilidade, a propaganda, a publicidade, as redes sociais “ a moda” entram nas nossas casas e destroem aquilo que é a essência da família.

Precisamos entender, que hoje, mais que nunca, a família é imprescindível. Daí, o papel fundamental das grandes religiões, como o Cristianismo, O Islamismo e o Judaísmo. Mas, como cristão católico falarei um pouco sobre o papel da família Cristã.

Não há uma família cristã no verdadeiro sentido da palavra se não houver uma educação para os valores. Primeiramente, é na família que se ensina a respeitar os outros, a ser responsáveis, a ajudar os outros e a ser autores da nossa própria história.

A Família cristã é, por conseguinte, obrigado a fazer isso e mais alguma coisa. A família cristã tem como referência a família de Nazaré. Uma família, simples, modesta, crente e referência para nossos dias. Trata-se de uma família que viveu num contexto social, político e económico muito diferente da nossa, mas com os mesmos problemas que as famílias enfrentam.

Agora, a diferença está naquele em quem nós acreditamos e entregamos os nossos projetos familiares. A Família de Nazaré era uma família que rezava e tinha Deus em primeiro lugar. Precisamos reacender a chama do nosso carisma de família cristã. Precisamos deste alimento que é a oração, a nossa identidade.

No contexto de Cabo Verde, penso que as paróquias precisam fazer alguma coisa para recuperarmos algumas famílias que estão a deixar-se levar pelas coisas que realmente deixam um vazio enorme dentro de casa e criam um ambiente de desunião.

A Educação para o respeito e para o amor devem ser fatores chaves para que as famílias possam estar unidas, salvaguardando este grande património da humanidade, no sentido geral, e da Santa Igreja, em particular. Creio que se o Estado, as Igrejas e toda a sociedade civil fizerem a sua parte, estaremos a contribuir para a valorização e crescimento dos ambientes familiares.

Inelson Costa

SakutaJovem

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