quinta-feira, 16 de abril de 2015

"Todos podem incluir em suas escolhas a de ser construtor da paz."

A cada dia assistimos ou somos informados sobre os actos violentos que rondam a nossa realidade. É violência no trânsito, nas famílias, no lazer, na roda de amigos… Quem são as vítimas de tanta violência?! São os que sofrem a violência como também os que praticam. Neste contexto todos sofrem os danos de uma educação para o conflito e não para o diálogo e o entendimento!
O fato de tantos jovens morrerem se relaciona directamente com a dor da perda de um ente querido. Quanto mais jovem uma pessoa morre, mais sofre o círculo de relacionamento que a pessoa tinha.
Diante de tanta violência, da banalidade da vida humana, somos questionados: O que fazer?
O certo é que não se pode desistir da paz e nem ser insensível ao sofrimento e a tanta brutalidade e banalidade da vida.
As motivações de tanta violência estão na quantidade de jovens suscetíveis a inserir-se no consumo e no comércio de drogas, da baixa renda e ver como “meio de vida” o lucro do tráfico, na ausência de políticas que favoreçam atividades educacionais, culturais e sócio-transformadoras… Para quebrar esta cadeia de violência é preciso que assuma o problema e busque a transformação da realidade; a começar pela realidade de nossas casas e famílias, pois elas são o lugar imprescindível para o cultivo da paz e por isso devem ser bem cuidadas, bem administradas. A paz e o diálogo devem ser assumidos como princípios dentro de nossos lares. Não se perde nada cultivando o amor materno e paterno, o amor entre os irmãos, entre os amigos. Não se perde cultivar os valores morais dentro de nossas casas! Não se perde cultivando uma vida de oração; pelo contrário, se cresce quando abre o coração para Deus.
Como Igreja Católica buscamos ser casa da acolhida, que ouve, que busca caminhar próximo dos seus filhos. É o seu desejo estar próxima, caminhando juntos a todos os homens, mulheres, jovens e crianças, daqueles que perderam um ente querido e  que sofrem, daqueles que foram vítimas e responsáveis pela prática da violência.  Por isso é necessário apresentar o Evangelho com clareza. A juventude abomina hipocrisia, traz um pensamento e atitudes de esperança no mundo, usa uma linguagem própria e é mais presente nas redes sociais. É necessário mostrar a  necessidade e a importância do ser discípulo.
Ensina-nos o papa emérito Bento XVI: “Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.”
É o desejo de Jesus e por consequência da Igreja que todos vivam. Basta de violência, de morte, de sofrimentos… Desejamos um ambiente mais justo e fraterno, onde a paz reine! Desejamos uma cultura da paz com ações concretas no cotidiano: na forma de interação entre as pessoas, de lidar com os problemas e os conflitos, formas mais humanas de lidar com a frustração e a raiva; na capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e ser mais tolerantes. De certo, que cada um pode influenciar no modo como está a sociedade. Todos podem incluir em suas escolhas a de ser construtor da paz. Ao fazer esta escolha, estaremos dando mais qualidade aos nossos relacionamentos e à sociedade. Busquemos uma cultura da paz e que ela seja verdadeira e duradoura!
Geraldo Trindade - Jovens concetados

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